Jogos de Digitação para Ensino Fundamental II

Nos anos finais do ensino fundamental, o aluno precisa de velocidade, precisão e resistência. Estes jogos de digitação ajudam a passar de 35 PPM, com textos mais longos, desafios cronometrados e temas pensados para alunos mais velhos.

No 6º ano, a digitação deixa de ser assunto de uma aula e vira ferramenta de todas. Com um professor para cada disciplina, chegam pesquisas, resumos e apresentações, e boa parte disso é feita no computador. Trabalhos de pesquisa pedem tempo contínuo no teclado. Avaliações com tempo marcado castigam quem digita devagar. E os professores param de ensinar digitação, porque partem do princípio de que o aluno já sabe. Um aluno que entra no 6º ano a 35 PPM (palavras por minuto) ou mais dá conta de tudo isso sem pensar. Um aluno a 20 PPM passa os quatro anos seguintes, do 6º ao 9º ano, brigando com o teclado em cada tarefa. A diferença entre esses dois alunos não é talento, é prática. E os anos finais ainda são cedo o bastante para fechar essa diferença. Descubra qual dos dois é o seu: faça o teste e depois veja se 35 PPM é uma boa velocidade nessa idade (em inglês) antes de decidir quanta prática é realmente necessária. O nosso teste de velocidade de digitação tem modos de 1 e 3 minutos, não pede cadastro, usa texto em português e mostra PPM e precisão, então dá para refazer todo mês. Os jogos de digitação para o 6º ano desta página são os mesmos que alunos do 7º, 8º e 9º ano usam; o que muda é o tamanho das palavras e das frases. Os jogos de zumbi e o Decifra o Código mostram texto em inglês, o que para a velocidade dos dedos não faz diferença e ainda treina o vocabulário de inglês da escola; o Mestre do Teclado tem textos em português. Muito adolescente chega aqui buscando “typing” ou jogo de digitação para treinar, e o caminho é o mesmo: medir, escolher o jogo, medir de novo. Alunos que já passaram da fase das letras, e pais que praticam junto, também podem usar os jogos de digitação para adultos (em inglês). E para quem quer começar pelos jogos para digitar mais rápido no teclado em todos os níveis, a página inicial mostra a lista completa.

Jogos de digitação grátis para o 6º ao 9º ano

Sem cadastro, sem anúncios, jogue na hora.

Por que esses jogos funcionam com alunos de 11 a 14 anos

Sobrevivência Zumbi

★★★★★ Idades 10-14

A Sobrevivência Zumbi é a porta de entrada da prática nos anos finais. Zumbis avançam pela esquerda e pela direita carregando palavras em inglês, e é preciso digitá-las antes que eles cheguem. Cada onda traz mais zumbis, um pouco mais rápidos, e as palavras ficam mais difíceis depois das ondas 3, 7 e 14. São 5 vidas e o jogo não tem fim: quem passa da onda 10 sobreviveu à horda. O tema de zumbi é envolvente sem ser infantil, nem violento, e isso conta muito nessa idade.

Apocalipse Zumbi

★★★★★ Idades 11-14

O Apocalipse Zumbi é o jogo mais difícil do site. Os zumbis carregam frases completas em inglês, com pontuação, em três níveis de dificuldade, e a cada cinco ondas vem um chefão com uma frase inteira que exige uma sequência longa de digitação precisa. Feito para alunos que já estão em 35 PPM e querem chegar perto de 50. Passar da onda 15 exige uma velocidade que muito adulto não tem.

Mestre do Teclado

★★★★★ Idades 9-11

O Mestre do Teclado continua relevante nos anos finais como ferramenta de medida. Rodadas de 60 ou 120 segundos com textos em português, PPM e precisão ao vivo e pontuação de PPM vezes precisão: é o que mais se aproxima de um teste de digitação padronizado no site. Use uma vez por mês para acompanhar o progresso.

Decifra o Código

★★★★★ Idades 9-11

O Decifra o Código exige o teclado inteiro, incluindo números e símbolos, com mensagens como meet at 3pm, key = 42 e mission 100%, em rodadas de 90 segundos. São habilidades que viram essenciais na matemática, nas notações de ciências e no primeiro contato com programação. É um bom aquecimento que mantém o teclado inteiro em uso.

O que se treina no teclado do 6º ao 9º ano

Nos anos finais do ensino fundamental, do 6º ao 9º ano, digitar é ter fluência sob pressão. O aluno digita redações, trabalhos de pesquisa e atividades com tempo marcado, e tudo isso exige velocidade sustentada com poucos erros. Os jogos deste nível refletem essa realidade, com textos mais longos, ritmo mais rápido e pontuação que recompensa velocidade e precisão ao mesmo tempo.

  • Digitação sustentada a 35-50 PPM
  • Digitar parágrafos e textos mais longos com tempo marcado
  • Pontuação mais complexa, números e símbolos
  • Resistência na digitação sem olhar em sessões de 5 a 10 minutos

Quantas palavras por minuto um aluno do 6º ao 9º ano deve digitar?

A meta de trabalho para os anos finais do ensino fundamental é 35 a 50 PPM (palavras por minuto) com 95% de precisão. 35 PPM é funcional, 40 PPM é confortável e 50 PPM coloca o aluno à frente da maioria dos adultos.

A velocidade de digitação pesa mais nos anos finais do que nos iniciais, porque o volume de texto digitado cresce muito. Um aluno do 6º ano com uma redação de 500 palavras para entregar, digitando a 20 PPM, gasta 25 minutos só para colocar as palavras na tela. A 40 PPM, a mesma redação leva 12 minutos de digitação, e sobra o dobro de tempo para pensar, revisar e corrigir. Ao longo de um ano letivo com dezenas de trabalhos digitados, essa diferença de tempo se acumula numa vantagem real. A progressão aproximada é 35 PPM no 6º ano, 40 no 7º e 45 no 8º, com o 9º ano na faixa do 8º ou um pouco acima; mas são médias, não exigências. Um aluno a 30 PPM digitando sem olhar ganha velocidade naturalmente com o uso diário na escola. Um aluno a 30 PPM catando milho fica parado aí se não houver prática deliberada.

Como melhorar a digitação nos anos finais: diagnóstico e plano

A prática de digitação nos anos finais é de melhoria direcionada, não de construir do zero. A maioria dos alunos dessa fase já digita há anos; o plano é identificar e corrigir a fraqueza específica que segura cada um abaixo do seu potencial.

  1. 1

    Faça um teste de 3 minutos e diagnostique

    Um teste de um minuto é curto demais para diagnosticar um aluno dos anos finais. Faça o teste de três minutos e confira: a velocidade cai nos últimos minutos (problema de resistência), os erros disparam nas palavras longas (problema de precisão) ou o número é simplesmente baixo (problema de velocidade)? Cada um tem uma solução diferente.

  2. 2

    Abaixo de 30 PPM, faça um intensivo de 4 semanas

    Vinte minutos por dia, cinco dias por semana, durante quatro semanas. Alterne a Sobrevivência Zumbi, para manter o interesse, com o Mestre do Teclado, para medir. A maioria dos alunos dos anos finais ganha de 8 a 12 PPM num intensivo focado de quatro semanas. Depois, passe para o modo manutenção.

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    Acima de 30 PPM, passe para o modo manutenção

    Três sessões de 15 minutos por semana bastam para manter e aumentar a velocidade aos poucos. Use o Apocalipse Zumbi como desafio e o Decifra o Código para variar com o teclado inteiro. Acima de 30 PPM, o ganho de velocidade vem mais da digitação diária da escola do que da prática com jogos.

  4. 4

    Pratique digitando tarefas de verdade, não só jogos

    A melhor prática de digitação nos anos finais é a própria lição de casa. Incentive seu filho a fazer o primeiro rascunho direto no computador, em vez de escrever à mão e depois passar a limpo. A velocidade e a precisão de que um texto real precisa são um pouco diferentes das de um jogo, e o único jeito de construí-las é fazendo.

Digitação nos anos finais: ideias para professores de Língua Portuguesa e Informática

Encaixar digitação no horário

A maioria das escolas não tem uma disciplina de digitação nos anos finais, então a prática precisa entrar dentro das aulas que já existem. O jeito que mais rende é um aquecimento de cinco minutos de digitação no começo da aula de língua portuguesa ou de informática: Sobrevivência Zumbi ou Mestre do Teclado na tela, fone no ouvido, cronômetro visível. Cinco minutos é curto o bastante para não comer o tempo de aula e longo o bastante para manter a habilidade. Professores que fazem isso com constância costumam notar os alunos produzindo redações mais rápido já no meio do ano.

Agrupamento e dispositivos

Computador individual e prática no ritmo de cada um. Adolescentes têm vergonha de serem vistos como lentos para digitar: placares de velocidade da turma toda ou corridas de digitação competitivas expõem quem tem dificuldade e reforçam a fuga. Deixe cada aluno trabalhar no próprio nível, sem plateia.

Duração da sessão

Cinco a dez minutos como aquecimento dentro de outra aula é o modelo sustentável. Blocos dedicados de 30 minutos de digitação são difíceis de justificar na grade dos anos finais e, para a maioria dos alunos, rendem cada vez menos depois dos 15 minutos.

Dica para os pais

Nos anos finais, a prática de digitação é menos aprender e mais manter. Algumas sessões de 15 minutos por semana mantêm a habilidade afiada. Se seu filho entra no 6º ano abaixo de 30 PPM, quatro a seis semanas de prática diária focada costumam fechar a diferença.

Preocupações comuns dos pais

Meu filho entrou no 6º ano e digita 18 PPM.

Está atrasado, mas dá para recuperar totalmente. Um aluno do 6º ano a 18 PPM que pratica vinte minutos por dia durante seis semanas costuma chegar a 28-32 PPM, o suficiente para dar conta das tarefas dos anos finais sem sofrer. A janela de prática é agora, antes que o volume de lição de casa torne difícil achar tempo. Comece pela Sobrevivência Zumbi para manter o interesse e acrescente um Mestre do Teclado por semana para acompanhar o progresso.

Ele digita com dois dedos e se recusa a aprender a digitar sem olhar.

Digitar com dois dedos tem um teto duro em torno de 30-35 PPM. Se seu filho já está perto desse teto, insistir na digitação sem olhar pode não valer a briga: ele consegue se virar na escola. Se ele está abaixo de 25 PPM com dois dedos, o investimento compensa: duas semanas de prática mais lenta e frustrante, seguidas de meses de melhora mais rápida. Apresente como uma habilidade prática, não como tarefa da escola.

Ele diz que jogo de digitação é coisa de criança.

Faz sentido, e é exatamente por isso que existem os jogos de zumbi. O tema, o ritmo e a dificuldade foram pensados para a faixa dos 11 aos 14 anos. Se ainda assim os jogos parecerem infantis, leve a prática para a digitação do mundo real: propostas de redação com tempo marcado, digitar letras de música ou copiar trechos dos livros que ele está lendo. A habilidade motora se constrói do mesmo jeito, seja qual for o texto.

Perguntas frequentes sobre digitação nos anos finais do ensino fundamental

Qual a velocidade média de digitação do 6º ao 9º ano?
Entre 28 e 34 PPM no 6º ano, 32 a 38 PPM no 7º e 35 a 45 PPM no 8º, para alunos que praticam digitação com regularidade; o 9º ano costuma ficar na faixa do 8º ou um pouco acima. Alunos sem prática muitas vezes estacionam em 20-25 PPM durante todos os anos finais.
30 PPM é bom para os anos finais do ensino fundamental?
30 PPM é funcional: dá conta das tarefas sem grande pressão de tempo. 40 PPM é confortável, e 50 PPM é rápido de verdade para um aluno dessa fase. Abaixo de 25 PPM, a lição de casa demora visivelmente mais do que deveria.
As escolas ensinam digitação do 6º ao 9º ano?
A maioria não. Algumas oferecem aulas de informática ou eletivas de tecnologia, mas o ensino específico de digitação praticamente acaba nos anos iniciais. Os anos finais partem do princípio de que a habilidade já existe. Se não existe, a prática em casa é o principal jeito de recuperar.
Como meu filho do 6º ao 9º ano pode melhorar a velocidade de digitação rápido?
Com um intensivo focado de quatro semanas: vinte minutos de prática de digitação por dia, misturando jogos e textos de verdade. A maioria dos alunos dos anos finais ganha de 8 a 12 PPM em quatro semanas de prática diária constante. Depois disso, três sessões por semana mantêm o ganho.
É tarde para aprender a digitar sem olhar no 6º ano?
Não. Os anos finais são, na verdade, a última janela fácil para aprender a digitar sem olhar. A coordenação motora está totalmente desenvolvida, a motivação é real porque a velocidade de digitação afeta as notas, e a janela de formação de hábitos ainda está aberta. Alunos do ensino médio e da faculdade ainda conseguem aprender, mas demora mais e é mais difícil.
Meu filho digita rápido, mas erra muito.
Velocidade sem precisão não é velocidade de verdade. O que importa na escola é a PPM líquida, que desconta os erros. Um aluno a 45 PPM com 85% de precisão tem velocidade líquida de cerca de 38 PPM. Um aluno a 38 PPM com 97% de precisão tem velocidade líquida de 37 PPM, quase a mesma, mas o segundo entrega um trabalho mais limpo. Foque na precisão por duas a três semanas e a velocidade costuma voltar sozinha.

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